Chega ao Brasil, empresa norte-americana que usa a criatividade de 60 mil membros de sua comunidade para criar conteúdo publicitário e gerar vídeos virais
Por Sergio Damasceno
A Zooppa, provedora norte-americana de publicidade gerada por usuários (crowdsourcing advertising), acaba de se instalar no Brasil para explorar a grande adesão dos consumidores a redes sociais como Facebook, Orkut e Twitter. Estima-se que 70% dos internautas usem redes sociais no País, que está entre os três ou quatro países que mais acessam essas redes.
O modelo de negócios da Zooppa está baseado no relacionamento entre usuários e empresas no ambiente digital. Por meio de uma rede social, 70 mil membros (dos quais 6 mil são brasileiros) postam ideias, peças gráficas e vídeos virais e concorrem a prêmios oferecidos pela empresa que fez acordo comercial com a Zooppa. Essa comunidade é formada por publicitários, profissionais de marketing, estudantes e comunicadores.
"Nossa missão no Brasil é prospectar clientes e desenvolver a comunidade no País. Para isso, deveremos ir para as universidades e para as comunidades virtuais e não-virtuais das agências", afirma o sócio-diretor comercial da Zooppa, Renato Ciuchini.
Para viabilizar a produção de publicidade pela comunidade, a Zooppa premia as melhores peças, escolhidas pelos membros, pelo cliente e pelo conselho da própria Zooppa. Para cada empresa que fecha um contrato com a Zooppa, uma nova competição é lançada: os usuários são convidados a criar anúncios conforme as necessidades do cliente. Se o cliente que patrocina as competições quiser usar os materiais postados na rede social da Zooppa para campanhas publicitárias de outros meios, a provedora de publicidade online atuará como intermediária entre os usuários e as empresas.
Em geral, o retorno é quase garantido, segundo o sócio-diretor de marketing da Zooppa, Marcello Ursini: depois do briefing do cliente, a empresa recebe de 60 a 100 vídeos e de 400 a 1 mil peças gráficas, em média, em dois meses. "Atualmente, a agência tradicional gasta entre R$ 100 mil a R$ 200 mil para produzir um vídeo sem a garantia de que vá se transformar em viral. Ao produzir cerca de 100 vídeos, certamente um desses será viral", diz Ursini.
No Festival de Cannes do ano passado o cineasta Spike Lee afirmou que o crowdsourcing advertising é a grande tendência publicitária do futuro, recorda o executivo. No Superbowl, foram postados oito comerciais e, desses, dois - Doritos e Google - haviam sido gerados pelo modelo de crowdsourcing advertising. "E o vídeo, nos últimos meses, apresentou um crescimento muito grande nas redes sociais. Essas redes tornaram-se um centro de troca de vídeos", afirma Ursini.
De 2007 para cá, a Zooppa já produziu mais de 90 campanhas (como Nike, Microsoft, Nestlé, Google, Citroen). Uma das empresas brasileiras que já usou essa estratégia foi a Sky (na promoção da Sky HDTV), cujo concurso ainda está em andamento com direito a dois prêmios de US$ 5,5 mil (para as categorias de peças gráficas e de vídeos).
Fonte: m&m online.
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